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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Pé no chão

Trilha sonora: Let love lead the way - Spice Girls

Texto escrito para o Tudo de Blog

Sou conhecida por todos como uma boba apaixonada. Dessas que mergulham de cabeça num relacionamento, mesmo que seja só platônico, e acabam entrando no mundo da obsessão. Daquelas que param qualquer coisa e atravessam o mundo só pra ver o cara da vez. Que fazem os atos sem pensar nas consequências. E que terminam com o coração quebrado.

Não vou negar, ouço muito mais meu coração do que a minha cabeça. Mas se eu tivesse um plano de vida, um verdadeiro sonho, não pensaria nem duas vezes. Se é pro meu maior objetivo virar realidade, seria pé no chão. Largaria tudo mesmo. Até porque se o amor é real e, principalmente, recíproco, ele vai sobreviver a isso.

Posso tranquilamente guardar dentro de mim as lembranças de um namoro perfeito e fazer o que eu sempre quis fazer. Mas não posso, de jeito nenhum, viver uma história maravilhosa de amor e ter perdido a chance de ser feliz.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Pode espiar

Trilha sonora: Real World - The All American Rejects

Texto escrito para o Tudo de Blog

Quando o Big Brother Brasil começou, em janeiro de 2002, eu tinha 13 anos e torcia muito para que o programa continuasse firme e forte até eu completar 18 para poder me inscrever. Obviamente, nunca tive coragem suficiente de mandar um vídeo implorando por uma vaga na casa mais vigiada do país. Mas não posso dizer que eu nunca fiquei imaginando como eu seria lá dentro.

Se eu fosse uma big sister, duvido que passaria da primeira semana. Tenho essa personalidade do cão, principalmente quando divido um mesmo espaço com uma tonelada de gente esquisita. Imagina compartilhar um banheiro imundo quando você precisa daquele espacinho só pra você? A comida também é outro ponto, já que nem sempre a gente vence a prova e leva um estoque de alimentos. Eca, até senti o gosto de um prato sem gosto.

Mas tem coisa boa também. Iria aguentar o máximo possível nas provas de resistências para me tornar líder e mandar o polêmico da vez pra casa mais cedo. E mesmo se eu saísse de cara, não deixaria de pegar um gatão. Podia até ir embora sem um milhão de reais no bolso, mas com certeza teria um homem lindo. Ah, e nada de posar nua depois tá? Isso aí é coisa de gente corajosa que tem coragem de participar do BBB. Eu sou fracotinha demais e fico apenas na imaginação.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Será?

Trilha Sonora: We'll never know - Lifehouse



Se eu não sou a pessoa mais indecisa do mundo, estou na lista das dez mais. Escolher a roupa do trabalho todo dia é um sacrifício enorme, nunca sei qual fica melhor. Comprar um presente também é horrível, penso umas mil vezes antes de decidir o que levar. Quase sempre estou em um impasse, a balança dos lados positivos e dos lados negativos dificilmente sai do equilíbrio. Minhas decisões normalmente são tomadas pela minha intuição. Muitas vezes eu quebro a cara, e quebro feio. Por outro lado, já acertei em cheio. Por isso não me preocupo de ver que a única pergunta que existe na minha cabeça é: "será?".

Será que o nosso primeiro passo é o certo? Será que vale a pena? Será? E pra mim, não adianta ouvir aqueles velhos clichês de que só eu sei a resposta. Não sei nada, não sei escolher. Passo noites em claro pensando em coisas que nem deveria gastar tempo, dou importância demais para itens pequenos, transformo o simples no complicado. As vezes acho que não vai ter jeito, mas não tenho coragem de desistir. Quero mudar, mas tenho medo de sair do costume, ainda que desconfortável.

E antes que a primeira pessoa diga que isso aqui é algo digno da loucura daquele vídeo bizarro da tal de Caroline Figueiredo (?), eu falo logo que não tive um momento de epifania ao escrever esse texto. Essa complexidade toda é minha, é o meu jeito de ver a vida. E, apesar de ser muito um pouco chato me ouvir perguntar a mesma coisa um milhão de vezes, gosto de ser assim. Adoro intensificar e lembrar de tudo com a maior perfeição. Posso até imaginar o que teria acontecido se eu tivesse escolhido o caminho B ao invés do A, mas dificilmente me arrependo. Sempre encontro um porquê da decisão. E o mais legal é que eu cresço com cada episódio, de um modo ou de outro.

Enquanto eu tento manter um foco e dormir, lembro da melhor desculpa. Apesar de achar que a velhice bate na minha porta, sou jovem demais e tenho muito tempo para errar. Se tudo der errado, dá para consertar numa boa. Internamente, o "será" se resolve bem rápido. Mas confesso que ainda acho muito complicado ter de escolher entre aquele sapato maravilhoso e o vestido de paetê da loja ao lado. Sou indecisa mesmo, e aí?

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